Nas últimas semanas a palavra Burnout ganhou as manchetes dos jornais, as páginas da internet e as telas dos noticiários. Embora muitas pessoas nunca tenham ouvido falar, o tema sobre saúde mental foi levantado nos esportes durante as Olimpíadas de Tokio, quando a ginasta número um do mundo, Simone Biles, desistiu de competir.

A síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional é um distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema e um nível devastador de estresse no ambiente de trabalho.  Segundo o Ministério da Saúde, a síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, principalmente o trabalho não satisfatório, desgastante ou que demande grandes níveis de competitividade.

“… O ano era 2019, tinha acabado de retornar de férias. Tudo parecia bem em casa, no trabalho, eu achando que tudo estava sob controle. E, de repente uma dor, um mal estar começou a tomar conta de mim. Fui parar na emergência, tomei uma medicação para ansiedade e fui para casa. Era carnaval. Voltei ao trabalho logo após o feriadão e não consegui trabalhar. Sai no meio do expediente, em pânico e não voltei mais”.

O relato acima é meu, onde vivi um dos momentos mais difíceis da minha vida. Depois desse ocorrido muita coisa aconteceu. Precisei parar. Me afastei do trabalho, tive ajuda da família e profissionais bem preparados para me orientar. E que bom que tive todo esse apoio, inclusive o financeiro. Pude decidir deixar o meu emprego, pois era o que mais me afetava naquela fase da vida. E pude buscar outras formas de empreender o meu tempo.

Precisamos falar mais sobre esse assunto e sobre tantos outros relacionados a mente humana. Esse tabu, assim como falar sobre dinheiro, precisa ser quebrado. Não é vergonha não estar bem. Sentir medo, ter ansiedade. Querer parar, mudar a rota. Precisamos debater mais nas empesas, expor assédios, cobranças de performance abusivas.

Duas mulheres que admiro muito e acompanho o trabalho, apesar de não as conhecer pessoalmente, estão atravessando essa síndrome e tiveram a coragem de expor o quão desafiador o Burnout é. A Jornalista e ancora de um telejornal de grande audiência na Bahia, Jéssica Senra se afastou da bancado no último mês de junho para cuidar da saúde mental. E a jornalista e fundadora do Portal Finanças Femininas, a Carol Sandler também está atravessando esse momento difícil.

Elas são mulheres bem sucedidas na profissão, são exemplos e inspiram outras mulheres também. E decidiram abrir a vida e mostrar as agruras que a síndrome acarreta na vida das pessoas.

E o porquê desse assunto hoje?

Para lembra-los que o mais importante na vida é o ser e não o ter. E vale muito mais quem temos ao nosso lado, do que o que temos. Precisamos de dinheiro sim, precisamos trabalhar sim, temos compromissos, família para cuidar. Mas nada paga a nossa saúde.

Por isso te convido a analisar a sua vida. Pense no seu ritmo de trabalho hoje, é o ideal para você? Como anda a rotina de atividade física? Anda sedentário demais, preocupado demais?

Tenha disciplina com seus horários e com a sua vida financeira também. Afinal, uma pessoa endividada tende a viver ansioso e desenvolver até uma depressão. A preocupação com o dinheiro ganha uma proporção muito grande no dia a dia, chegando até a tirar o sono das pessoas.

Ter as finanças organizadas traz tranquilidade e inspiração para começar novos projetos. Além de ser um ponto muito favorável para decidir a hora de fazer uma transição de carreira, ou reduzir a carga horária.

Se cuide e até breve!

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